
Depois de dois meses de perseguição, finalmente encontramos a frota baleeira japonesa que está na Antártica para matar cerca de mil baleias. A tripulação internacional a bordo do Esperanza está com a adrenalina nas alturas depois de avistar o imenso navio-fábrica Nisshin Maru, a ‘estrela da morte’ da frota japonesa, responsável por retalhar, processar, empacotar e congelar toneladas de carne de baleias.
O Nisshin apareceu nas primeiras horas de sábado (noite de sexta pra gente), em meio à névoa (como mostra a foto acima), e sua visão – por tudo que representa de ruim – causa até um certo calafrio, como me garantiu ontem por skype minha camarada Leandra, que é campaigner de Oceanos do Greenpeace Brasil e está a bordo do Esperanza.
O Japão está empreendendo a maior caçada de baleias da história no Santuário de Baleias da Antártica, o que tem gerado muitos protestos em todo o mundo.Agora é que vai começar a ‘brincadeira’ pra valer. Se os japoneses não cancelarem a caça, o pessoal do Greenpeace vai promover uma série de ações diretas não-violentas, e desta vez a ONG está bem equipada para mostrar ao mundo o que realmente acontece por lá, com tecnologia boa o suficiente para fazer inéditas transmissões de TV ao vivo diretamente da Antártica.
O pessoal no Esperanza tem produzido diversos vídeos que mostram a perseguição aos baleeiros e contam porque a caça científica é uma falácia, confira aqui.
Não é apenas o Greenpeace que está no Oceano Antártico para impedir a matança de baleias. O governo da Austrália mandou um navio, o Ocean Viking, para monitorar as atividades japonesas, depois de condenar a caça publicamente em protesto diplomático formal. Basicamente eles vão apenas tirar fotos.
Já o Sea Shepherd, do ex-membro do Greenpeace Paul Watson, pega um pouco mais pesado. Watson diz que está na Antártica não para protestar contra a caça, mas para impedi-la. E se for necessário afundar um ou dois baleeiros, que assim seja. O navio deles, o Steve Irwin, impõe respeito. Negro, ostenta orgulhosamente uma bandeira preta a la pirata na proa e alguns desenhos no casco que, reza a lenda, representam as embarcações já afundadas por ele. “Quando aparecemos, eles (os baleeiros japoneses) começam a fugir. Nenhuma baleia será morta enquanto eles tentam escapar da gente”, diz Watson.
Por enquanto, até onde eu sei, apenas o Greenpeace encontrou os baleeiros japoneses. Mas é questão de tempo para que o Ocean Viking e o Steve Irwin se juntem ao Esperanza.
cara, parece até filme…
esses japoneses estão acabando com as criaturas do mar…
Chega a dar calafrios a imagem do navio envolto numa misteriosa neblina.
acrescente aí ondas de 10, 15 metros, e um frio de lascar… brrrrrrrrrrrrrrr
Sr. Escriba,
há algum tempo acompanho teu blog pelo feed.
E este teu post motivou esse aqui:
http://vejotudoenaomorro.wordpress.com/2008/01/12/garota-eu-vou-pra-antartida/
abraços!
ideiadigital » Todos contra a Estrela da Morte na Antártica
[…] o escriba.org hoje descobri isto, eu já havia lido, mais ou menos sobre isto alguns dias atrás, mas a correria não me deixou […]