Qual o limite dos biocombustíveis?

Foi iniciada neste mês a produção a todo vapor de biocombustível a partir de algas. Segundo seus desenvolvedores, é o que há em termos de energia renovável, não precisa de muita terra nem água. “E podemos cultivar em qualquer tipo de ambiente”, diz Glen Kertz, cientista-chefe do projeto, que já atraiu interesses de empresas portuguesas, sul-africanas e americanas.

Interessante. Mas confesso que essa história toda de biocombustíveis me dá calafrios. Hoje já há tecnologia para se transformar qualquer ser vivo em combustível – até animais. Qual o limite? Algumas vozes já se levantaram preocupadas. A FAO e a OCDE temem um aumento nos preços dos alimentos e Fidel Castro, num artigo brilhante, afirma que o buraco é bem mais embaixo:

O que é preciso de imediato é uma revolução energética que consistiria não só na substituição de todas as lâmpadas incandescentes mas também da reciclagem maciça de todos os eletrodomésticos, máquinas comerciais, industriais e de uso social de tecnologia obsoleta, que requerem dois ou três vezes mais energia.

E el comandante não fica só no discurso, já meteu a mão na massa, trocando centenas de geladeiras ultrapassadas por modelos novos. Mas a ordem entre americanos, europeus e japoneses é buscar alternativas para manter o consumo de energia no patamar atual, não reduzi-lo. A grande máquina do progresso não pode – e não quer – desacelerar. Onde vamos parar? Soylent Green?

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1 Response to Qual o limite dos biocombustíveis?

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