Visitando o blog Vô Bojangles, que anda meio desatualizado – seu autor têm dado prioridade a outro tema importante, as sacolas plásticas, neste outro blog -, dei de cara com o texto abaixo, do professor José Lutzenberger, um ícone da luta brasileira pela preservação ambiental. Faz parte do livro Fim do Futuro?, de 1976, mas é impressionante como se mantém atual depois de mais de 30 anos. Confira abaixo um trecho:
O dogma da necessidade do crescimento constante tem levado a extrapolações estatísticas absurdas, como a da continuação indefinida da duplicação, cada dez ou cada sete anos, do consumo de energia. Em base a este tipo de extrapolação, para cuja realização na prática se movimenta uma publicidade que nos incita a um uso cada vez mais esbanjador de energia, surgem, então, planejamentos ainda mais absurdos, como o de querer semear, nos próximos quinze anos, um total de quase cinqüenta usinas atômicas em um pequeno país como é o caso da República Federal da Alemanha.Aqueles que têm interesse nesta proliferação nos apresentam a energia nuclear como a energia do futuro, a energia mais abundante e mais limpa, mas silenciam seus incríveis custos ambientais e fazem o possível para desinformar-nos a respeito. Se é verdade que das chaminés das centrais nucleares não sai a fumaça preta das usinas a carvão, é também verdade que estas usinas produzem os mais temíveis e indestrutíveis dos poluentes. Uma poluição para cuja percepção nosso organismo nem órgãos de sentido têm. Enquanto a Natureza nos deu olfato para distinguir gases fétidos de agradáveis aromas, olhos para constatar beleza e contrastá-la à feiúra e à desordem, ouvidos para sentir harmonias e distingui-las da cacofonia e do barulho, uma pele capaz de notificar-nos se as temperaturas são propícias ou perniciosas, ela não nos forneceu nenhum instrumento que nos permitisse dar-nos conta se nos encontramos ou não em ambiente infestado de radiação. Isto não estava previsto! A radiação ionizante em ambiente vital é insídia inventada pelo Homem.
Para ler o texto na íntegra, clique aqui.
Do jeito que se fala mal da radiação ionizante aqui eu acho que você nem deveria fazer um raio-x de dentista meu chapa. Naum vô nem falar da Medicina Nuclear que tem salvo vidas no tratamento dos mais diversos tipos de cancer e outras aplicações. Quisera Deus que todas as usinas no nosso país guardassem o seu lixo produzido, tais quais as de Angra. Tem ambientalista que fala bem das usinas nucleares, mas como vc diz no seu website aqui eles são minoria, mas estão lutando contra a maioria verde que é anti-nuke. Espero que eles não consigam serem silenciados, como vc bem disse …
Veja o que o Zé José me disse:
“Na verdade o Glauber era mãe do Minhoca. Mas o Minhoca não é filho natural nosso, não houve sexo na parada. Nós o encontramos na Subsom (uma loja de discos na Tijuca), entre o “Black Market Clash” e o “Who’s next”. Nos apiedamos de sua feíura e o adotamos. Depois ele teve um filho, o Jorge, sozinho, já que as minhocas são hermafroditas.”
putz, eu sou filho de um hermafrodita?!?! que situacao…
Franklin, espero que vc não esteja se referindo ao Patrick Moore, que deixou de ser ambientalista há tempos. Ele hoje é consultor da indústria nuclear e de energia em geral, das madeireiras e da indústria de biotecnologia. Por isso defende com unhas e dentes as usinas nucleares, o desmatamento e os transgênicos. Entra na página da empresa dele, a GreenSpirit Strategies, e confere. Foi uma opção dele, ok, mas ele definitivamente NÃO É mais um ambientalista, ele optou por trabalhar do outro lado do front.
Comparar uma usina nuclear com um Raio-X é comparar o Sol com uma vela. Raio-X a gente desliga e acabou a radiação. Uma usina irá envenenar o ambiente por dezenas de milhares de anos.