Obesidade não é apenas um problema de saúde pública mas também ambiental, com um papel importante no aquecimento global. A surpreendente revelação faz parte de um artigo recentemente publicado na revista New Scientist, que li por meio do blog Energy Refuge (já devidamente incluído nos favoritos aí do lado). O argumento é simples e a discussão, antiga: uma vida de pleno conforto moderno é responsável por grandes emissões de gás carbônico na atmosfera. Sedentarismo e consumo exagerado de comida faz crescer o consumo de combustível/energia e produção de lixo. As pessoas engordam, o planeta aquece.
Estamos cada vez mais dependentes de carros, aparelhos domésticos e diversões eletrônicas, consumindo comida e energia bem além do que precisamos. Apesar de todo o hype, as emissões de CO2 dos países desenvolvidos e em vias de, como a China, continuam aumentando ano após ano. Tudo para garantir o conforto que essa geração molenga de hoje exige. Muitas crianças já estão impregnadas com essa filosofia preguiçosa. Meu filho diz que seus amigos só andam de carro e ele reclama quando quero ir à padaria à pé. Não tem nem conversa, digo, tem que andar sim, e muito!
Quem dera pudéssemos ter cidades com menos carros e mais ciclovias, mais calçadas, mais praças. Projetos como o implementado em Bogotá (ver filme abaixo) deveriam ser prioridade número um para todos os prefeitos! O pedestre tem que ser foco central das políticas públicas, não os veículos. A classe média vai chiar? Que se foda! Vai ter que andar de ônibus, madame! É ruim? É sujo? É lotado? Então protesto pra que se melhore a qualidade do transporte público, não para que se construa mais ruas e avenidas. A zélite que compra dois, três carros para fugir do rodízio tem que ser enquadrada. Ou morreremos gordos e infelizes, cheios de iPhones nas gavetas e SUVs na garagem.
(fonte: Quadriphonia)
fala jorge, como estás?
apreciei muito as idéias do ex-prefeito de bogotá. quem dera se aparecesse alguém com essa linha de raciocínio aqui pelas nossas bandas.
enquanto isso temos de conviver mesmo numa sociedade que tem como maior fetiche o carro [talves ele perca apenas para a bunda]. uma pena.
só as imagens de nova york que me pareceram bem daquelas de releases. mas a entrevista é genial.
obrigado mais uma vez, e
aquele [abraço]
fabrício
E ai, fabricio! cara, até temos gente que pensa como esse ex-prefeito de Bogotá, mas nossa elite é beeeem mais escrota, e aí o bicho pega… quem tem culhoes, entre os politicos, pra enfrentar essa parada hoje no Brasil?
abs!
pode crer, jorge…
acho que praticamente ninguém tem ovos para tentar desenvolver um trabalho desse.
nossa elite é muito escrota mesmo. você tá certíssimo.
abração