Tecnologia dos diabos

A morte generalizada de abelhas nos EUA, Europa e América do Sul (notadamente Argentina e sul do Brasil) continua assombrando a comunidade científica e agricultores. Teme-se por um colapso nas plantações desses países, já que as abelhas são responsáveis pela polinização de boa parte delas. Entre os principais suspeitos dessa catástrofe estão os transgênicos e pesticidas. Tecnologias que vieram para aumentar a produtividade das colheitas e não só fracassaram como também nos tem deixado um legado de destruição inestimável.

Não satisfeitos, estamos agora burilando com uma nova e ameaçadora técnica que, disfarçada sob o manto de um suposto humanismo, representa a mais cínica face da indústria: trata-se do ‘pharming’, cultivo de plantas geneticamente modificadas para produzir medicamentos. Querem plantar antibióticos, vacinas e outras drogas nos campos do mundo. Vão poder oferecer medicamentos a um custo muito inferior do que é produzido hoje e assim poder combater com mais eficiência inúmeras doenças em países pobres na África e Ásia, dizem os laboratórios (traduzindo: vão economizar os tubos na fabricação de remédios e vender aos borbotões, provavelmente pelo mesmo preço do comprimido ou ampola). Mas e as conseqüências disso? Quem nos garante que não haverá contaminação das plantações convencionais? Já imaginou um milho-aspirina ou batata-benzetacil sendo comido por alguém que tem alergia ao medicamento? Por que não investem em programas de quebra de patentes para medicamentos essenciais, promovem distribuição gratuita em países miseráveis ou mutirões para atacar não só a doença, mas também as causas delas?

Os caras estão brincando de Deus e repetindo as mesmas cagadas dos diabos de sempre…

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2 Responses to Tecnologia dos diabos

  1. Avatar de Gabriel Gabriel disse:

    Espero que vc nao tome remedio para dor de cabeca, nem nenhuma droga se vc um dia tiver cancer. A sua argumentacao é mediocre. A revolucao verde matou a fome de milhoes de pessoas no mundo. Acorda garoto.

  2. muito interessante seu raciosímio, Gabriel. Então a preocupação de cientistas e ambientalistas mundo afora é improcedente, é isso? O princípio da precaução é obscurantista e a indústria farmacêutica e de biotecnologia a salvação do planeta?

    Genial !!

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