
A noite me satisfaz e nela vivo feliz. Uma dia, morrerei e nela descansarei pela eternidade. Ao som de Rêve D’Amour, de Liszt, e, se possível, da leitura do conto A Noite, de Guy de Maupassant:
Amo a noite, de paixão. Amo-a como se ama o seu país ou sua amante, de um amor instintivo, profundo, invencível. Amo-a com todos os meus sentidos, com meus olhos que a vêem, com meu olfato que a respira, com meus ouvidos que escutam seu silêncio, com toda a minha carne, que as trevas acariciam. (…)
O dia me cansa e me aborrece. Ele é bruto e barulhento. Levanto-me a custo, visto-me com lassidão, saio com pesar e cada passo, cada movimento, cada gesto, cada palavra, cada pensamento me cansa como se eu erguesse um fardo esmagador.
Mas quando baixa o sol, uma alegria confusa, uma alegria me invade todo o corpo. Desperto e me animo. À medida em que aumenta a sombra, sinto-me outro, mais jovem, mais forte, mais alerta, mais feliz. (…)
Então sinto vontade de gritar de prazer como os pássaros noturnos, de correr sobre os telhados como os gatos; e um impetuoso, um invencível desejo de amar se acende em minhas veias.
(Não achei a íntegra do texto em português. Aqui, o original, em francês)
O passado se vai, o futuro nunca chega. Que a paz esteja convosco.
Oi João!
Ficamos muito felizes com o comentário no nosso blog. A questão ambiental é muito importante e é legal saber que algumas pessoas realmente se preocupam. Continue fazendo a sua parte!
Abraços e obrigada pelo Link,
Equipe Imagem Brasil.
Não há de que.
Eu também só fico bem à noite. Mas Maupassant me enjoa um pouco. Adjetivos demais.
Tem uma banda chamada Endraum que só gravava canções sobre a noite. Só que é tudo em alemão e eu nunca entendi lhufas. Mas a música é bacana.
Me enjoava também, mas aprendi a curtir esse tipo de texto que é adjetivado mas não meloso nem rococó. Acho que ele, Kipling, Poe, Hoffman e Valery sao os meus preferidos contistas.
banda que só grava sobre a noite, é? vou conferir… valeu!
Poe e Hoffman também estão entre meus preferidos. Na linha deles, considero Le Fanu um injustiçado. E tem O. Henry, Vernon Lee (que era mulher) e Bierce. Também gosto de Tchecov, Unamuño, Cortázar, Borges, Guimarães. Ecretismo, sacou?
hehehe, estamos na mesma praia então – desses que vc citou só nao conheço a Vernon Lee e Unamuño e acho o Bierce ok, mas nada demais.