Já tem data marcada o lançamento do novo disco dos patetas comandados por Iggy Pop: 20 de março. É o primeiro trabalho original do grupo depois de 34 anos. Pelos comentários que li, parece que as músicas são bem mais ou menos – ainda não conferi o som, continuo procurando sem sucesso no slsk. De qualquer forma, parece que a velha e boa energia stoogiana continua intacta. A conferir.
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Não há dúvida de que a velha energia continua intacta. Bastou conferir o último show da tia velha em São Paulo. Esse cara quando morrer vai criar um grave problema jurídico entre céu e inferno para decidir quem fica com ele.
Mas precisava o Stooges voltar? Acho que não. Essas voltas contentam os saudosistas, enchem a gente de nostalgia, mas dão um ranço amargo. Parece que só faz confirmar a morte do grupo. Nos casos melhores, indicam que os componentes da banda eram bons de fato e a idade, se compromete a criatividade, nada faz com o talento. Nos piores casos, fazem a gente duvidar de que aquela banda original era boa mesmo. Com o perdão do trocadilho, é patético.
Tem um monte de bandas que voltaram bem piores: Stones (umas 80 vezes), Purple (umas 800…), Pink Floyd, Creedence. O Doors dá até pena, com o Ian Astbury nos vocais. Sex Pistols, com a “turnê dinheiro sujo”, quase me encheram de lágrimas. E alguém bota uma fé no Police? Só quero ver quem do grupo vai partir para a agressão primeiro.
Outras chegam a estragar o antigo glamour, como os Pixies (com um Frank Black velho, gordo e componto apenas country de bêbado), o Bauhaus e os Zombies.
E tem algumas, poucas, que resgataram a pegada. Me lembro, assim de supetão, do Buzzcocks, do New Order, do Kraftwerk. Me disseram que o Van Halen está ótimo, com a volta do vocalista-gari David Lee Roth.
E tem aquelas bandas que ninguém sabe que nunca acabaram. Jethro Tull e Sisters of Mercy, por exemplo. Me disseram que um tal de Elvis também dá show de vez em quando.