O concreto rachou

Pra quem passou boa parte da juventude gravando e trocando fitas k7 a torto e direito, as recentes decisões da Corte Suprema Italiana e de uma juíza espanhola não surpreendem em nada. Afinal, sabemos de longa data que temos todo o direito de baixar e trocar músicas pela Internet, desde que sem fins lucrativos. E livros também, fotos, o que for. Negar isso é negar o direito fundamental das pessoas de fazer circular a informação.

No ano passado, essa barafunda toda chegou enfim ao Brasil. A Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI) e a Associação Brasileira dos Produtores de Disco abriram processo judicial contra 20 brasileiros por baixarem músicas gratuitamente pela Internet. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) e outras organizações divulgaram então um manifesto pedindo a flexibilização dos direitos autorais. O texto citava pesquisa da Electronic Frontier Foundation (EFF) que investigou ações promovida nos EUA e constatou o óbvio: as vítimas dos processos não são piratas com intenções comerciais e processar fãs de música não é resposta para o dilema das redes peer-to-peer (P2P).

Agora com licença que eu tenho que ligar o soulseek pra baixar o Hard Groove do Roy Hargrove e liberar a trilha sonora de Vila Sésamo prum camarada…

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1 Response to O concreto rachou

  1. Avatar de Fábio José de Mello Fábio José de Mello disse:

    Hei, esse camarada sou eu?
    De volta após uns dias de descanso, fui dar uma olhada nas notícias. Muita coisa boa, a começar pela espinafrada que o Chávez deu n’O Globo. Gostei.
    Depois, essa boa nova que é tema do tópico. Isso sim é uma “conquista da sociedade”.

    Por falar em liberdade, fiquei em Carmo do Rio Claro, na região de Furnas, em Minas. Há uma epidemia de raiva na cidade, mas os gloriosos jornais das Alterosas nem tocam no assunto. Vão enfrentar o Aécio? Tá certo… Vou ver o que eu posso fazer para divulgar o caso. Na internet, é claro.
    De volta ao lar, vou baixar umas musiquinhas
    para manter a forma.

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