“O público leitor tem uma curiosidade insaciável de saber tudo. Exceto o que realmente vale à pena saber. O jornalismo, consciente disso, e tendo hábitos comerciais natos, supre essa demanda.” (Oscar Wilde, escritor irlandês)
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Ok, tudo bem. Mas sem corporativismo… os médicos chamam a mulher de “monstro”, a polícia prende, a Justiça deixa, e a culpa é da imprensa?
Os médicos têm culpa, a polícia e a Justiça também. Mas essa é sobretudo uma crise de comunicação. E que moral a imprensa tem agora para analisar a culpa dos outros? Se o Brasil quis matar essa mulher por semanas, foi porque a notícia foi explorada de todas as formas mais vis, sendo que era uma notícia errada. E que técnicas, que julgamentos, que inteligência os repórteres empregaram para dizer “mulher mata filha com overdose de cocaína e é presa”? As fofocas de bairro, que muitas vezes acabam na delegacia, já são uma praga quando se limitam ao bairro. Quando um profissional de imprensa, que supostamente sabe separar o joio do trigo, dá crédito a elas, aí o caldo entorna.
Ora, a prisão da moça foi ilegal. A partir daí, tudo está errado. Mesmo se ela fosse culpada, qualquer juiz absolveria a acusada. Esse deveria te sido o ponto de partida dos jornalistas. Foi assim numa época não muito distante.
Será que o caso do estupro também foi destaque? Ela prestara queixa na delegacia pouco antes de ser presa.
Um caso desse merece atenção máxima do jornalista. Nós já passamos por isso no caso Escola Base. No jornalismo brasileiro, parece que não vale a máxima “cachorro mordido por cobra tem medo de lingüiça”.