Vacas magras

Com o orçamento curto, não tem jeito. A gente perde uma pá de coisas legais. Ontem, teve show dos Toy Dolls aqui em sampa, no Blen-Blen. 70 pratas. Quase cometi a loucura (sim, gastar 70 pratas num show atualmente pra mim é loucura. Ver Thievery Corporation ou Herbie Hancock no Tim Festival, por sei lá, 200?, nem se fala…), mas me contive e abri mão. Sou fã dos caras desde o tempo de Nelli, The Elephant. E hoje passeando no shopping com Martim e Sofia, passei um tempo na Livraria Cultura, onde me detive nas prateleiras de literatura fantástica e achei uns títulos interessantes: Visões da Noite – Histórias de Terror Sarcástico, de Ambrose Bierce, e Contos Fantásticos no Labirinto de Borges. A brincadeira também sairia em torno de 70 pratas (esse número tá me perseguindo, vou jogar no bicho…) e tive que descartar… Quando entrar um frila bom eu volto lá e fagocito esses livros pra minha biblioteca.

Saco, esses tempos de vacas magras me irritam…

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2 Responses to Vacas magras

  1. Avatar de edu vieira edu vieira disse:

    Caraca Jorjão
    O show do Toy Dolls foi muuuuito bom. Os caras são muito empolgados e tocam pra caramba, principalmente o Algar.
    O foda foi que o Blen Blen tava lotaaado e tava muito quente lá dentro. Não tinha um espaço pra ver o show na boa, tinha que assistir pulando e empurrando a onda de gente que toda hora vinha na nossa direção… Muito legal.

    valeu, abraço
    edu

  2. Avatar de Léo Bueno Léo Bueno disse:

    Ô, Jorge, você sabia que os Buzzcocks já fizeram duas temporadas no Brasil, e em São Paulo, nos últimos dez anos? Pois é, e a gente dificilmente fica sabendo. Quem ouviu Toy Dolls e Adolescents nos anos 80, junto com quem ouviu Green Day, Offspring e Blink seiládasquanta nos anos 90, dificilmente suspeitava que a raiz estava lá, nos 70, em Buzzcocks, Stiff Little Fingers e Undertones.

    Aliás, o show do Buzzcocks foi a única carteirada que eu dei na minha vida de jornalista (trampava na Jovem Pan AM, na época). Queria conversar com o Pete Shelley, que tem nome de poeta e mais conteúdo que qualquer um dos Sex Pistols sobreviventes, embora menos do que qualquer um dos Clash.
    E quanto aos dois livros citados: tenho os dois e já li; te mando emprestado, se você deixar uma garantia que vai devolver (tipo a sua coleção do Frank Zappa ou um pedaço da orelha esquerda, hehehe – brincadeirinha). Os dois livros são bacanas, você lê rapidinho, mas com restrições. Ambrose Bierce repete muito as imagens, especialmente a do homem andando sozinho à noite na floresta. E o Bráulio Tavares, que organizou a compilação inspirada em Borges, está longe de ser dos mais borgianos do Brasil, embora seja um cara legal.

    Abraços
    Léo

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