O lado venezuelano da mídia brasileira

A revista Carta Capital desta semana é leitura obrigatória para todos que desejam entender como funciona a imprensa quando quer fazer valer seus projetos políticos. A trama para levar as eleições presidenciais para o segundo turno foi de um cinismo sem tamanho, com participação inequívoca das Organizações Globo, Folha e Estado – o triunvirato do mal jornalismo. Não é de se estranhar que a repercussão foi quase zero. Tal qual a máfia, a mídia não gosta de falar de si mesma.

E por falar em imprensa, lembram daquela matéria da revista Veja que afirmava com todo o estardalhaço que Lula, Gushiken, Márcio Thomaz Bastos e Paulo Lacerda (PF), entre outros, tinham contas no exterior? Pois a fonte da revista, Daniel Dantas, foi condenado na Inglaterra por forjar documentos relativos a abertura de contas em paraísos fiscais. Será que a Veja terá a dignidade de se retratar?

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2 Responses to O lado venezuelano da mídia brasileira

  1. Avatar de Fábio José Mello Fábio José Mello disse:

    Passado o 2º turno, a sociedade terá que discutir o papel da imprensa nessas eleições e qual será o futuro das grandes corporações de mídia. Não podemos mais ser reféns dessas famiglias quer controlam a comunicação no país.
    Que tal começar pelo fim das propriedades cruzadas e pela cassação do mandato dos parlamentares proprietários de jornais, rádios e TVs?

    Quanto ao trio golpista, a melhor maneira é retirar dele toda e qualquer verba publicitária oficial e destiná-la aos veículos compromissados com as demandas sociais. Lula terá o apoio do povo. Tem que tirar a cangalha do povão e pôr nas costas dos (tu)barões.

  2. Avatar de Sérgio Sérgio disse:

    Bem, quanto às Organizações Globo, pelo menos, o segundo governo Lula não vai mudar qualquer coisa, ainda mais com o Hélio Costa como ministro das Comunicações. E a decisão da TV digital foi feita exatamente de acordo com o que queriam as grandes redes de telecomunicação, sem nenhum passo mínimo no sentido de se democratizar a TV brasileira. É mais um dos inúmeros campos em que tanto faz quem ganhar, que tudo ficará o mais conservador possível…

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