Estava cobrindo férias de um camarada na editoria de Cidades do jornal O Fluminense, lá pelos idos de 1996, quando o então chefe de reportagem Garnier me chamou e me deu a pauta. A travessia Rio-Niterói ganharia dois grandes e modernos catamarãs, fabricados em Cingapura, e eu iria entrevistar os responsáveis pelo empreendimento. Lá fui eu para a Praça 15, onde uma das embarcações estava ancorada. No meio da entrevista, perguntei seu nome. “Jumbo Cat”, me disse sem rodeio o sujeito engravatado. “Como?” “Jumbo Cat”, repetiu ele, todo orgulhoso. Tive que me segurar para não rir. “Como é que colocam um nome desses?!?”, pensei. O cara percebeu então o motivo do meu leve sorriso e tentou contemporizar. “Foi batizado em Cingapura e lá não soa tão…tão… tão estranho…” E riu. “É, talvez tenhamos que mudar o nome…” Mas nunca foi mudado. Não sei se é alvo de piadinhas no Rio, mas que rende boas brincadeiras, ah rende. “E aí, vai para Niterói?” “Vou sim, mas só depois do Jumbo Cat das 5…”
Independentemente de qualquer trocadilho infâme, o custo-benefício de um produto, se for alto, sempre supera esses, digamos, imprevistos. O Jumbo Cat é muito útil para quem não tem tempo a perder (opa!) – faz o trajeto Rio-Niterói em 4 minutos, se não me engano, enquanto que a tradicional barca leva no mínimo 20. Lembro que muita gente duvidava do sucesso daquela mini-van da Kia, a Besta, quando foi lançada no Brasil, só por causa do nome. Mas o seu preço infinitamente mais baixo em relação aos modelos concorrentes tratou de anular qualquer efeito negativo. Agora, o Salão do Automóvel de São Paulo promete incrementar essa discussão boba, com o lançamento este mês do primeiro utilitário chinês no mercado brasileiro, o Chana. Numa sociedade machista como a nossa, é capaz de vender horrores. Mas e se fosse… Pika?
Seria muito pior.
Hehehehehe. Interessante.
Pior é quando rola um batismo infame.
Diz a lenda que um médico capixaba famoso tinha um Opala prata alcunhando pelos hospitais como “Marmitão”.
Afinal, dali só saía comida.
Já vi muita gente dando risinhos irônicos quando o Jumbo Cat atraca (ops)no píer das barcas.
Em vários países da América Latina o Pajero, da Mitsubishi foi batizado de Montero, porque Pajero é uma gíria para Punheteiro…
E na Guatemala, a Brahma lançou a cerveja Brahva, porque naquele país, Brahma é Cachorra no Cio…
Y biba el portunhol!!!
Será que a Pika viria com banco anatômico???!!!
Pô Jorge, este barco já rola há mais de 5 anos. Cê tá desatualizado de Rio (e Niterói). Quando você vem por aqui para pagar um Jumbo Cat para a galera…
esse catamarã tem, na verdade, quase 10 anos, meu caro, nao leu o texto nao? ê jornalista….
to indo pro Rio no fim de semana da eleicao, ficarei duas semanas por aí! Vai pagar o chope aonde? hehehehe
abraçao!