É sempre uma emoção presenciar de um momento histórico. Senti isso ontem, no ginásio do Ibirapuera, quando a Rússia atropelou o favoritismo do time dos Estados Unidos e se classificou para a final do Mundial de basquete feminino contra a Austrália, que momentos antes desbancou o Brasil.
As russas chegaram a colocar incríveis 20 pontos de diferença sobre as americanas que, atônitas, pareciam perdidas em quadra. O time dos EUA – que é tricampeã olímpica e bi mundial – lutou bravamente no final, roubando diversas bolas na marra e encostaram no placar, mas o time russo estava num dia iluminado, acertando todos os arremessos. A Rússia ainda contou com o apoio da torcida brasileira, que vibrou a cada ponto ou rebote conquistado e ainda gritou olé. O anti-americanismo passou por cima até de um importante detalhe: com a derrota americana, o caminho do Brasil até a medalha de bronze da competição ficou mais difícil (a adversária, neste sábado, será esse mesmo time americano) – sem falar na classificação brasileira para as Olimpíadas. Uma vitória dos EUA no Mundial abriria mais uma vaga para as Américas no Jogos de Pequim em 2008. Agora, elas estarão no pré-olímpico, junto com o Brasil, disputando essa vaga. Mas se a Rússia conseguiu, porque o Brasil também não pode vencer os EUA? Parada dura. Alguns jornalistas chamaram a torcida de burra. Não acho. Culpem o Bush!
Vamos derrotar as gringas.
Felizardo, esteve perto da Lauren Jackson! Ô, lindeza.
O bom da torcida contra é que não é algo racional. Eu acho ótimo!
No mundial masculino foi a mesma coisa, quando EUA e Argentina foram ambas desclassificadas da final, todo mundo aqui comemorou, mesmo sabendo que isso praticamente sela a não-classificação do Brasil para as Olimpíadas…
A Lauren é linda e gente boníssima, Fábio!! Estarei torcendo pela Australia na final, foram muito simpáticas com a gente e com a torcida também. Em retribuição, a gente da assessoria sempre colocava um som legal pra elas quando entravam em quadra para os jogos. Mandamos Men at Work (Down Under), Hoodoo Gurus (What’s My Scene), Australian Crawl, Yothy Yindi e outros sons aussies. Elas adoraram! E a técnica delas, a Jan, também é gente fina, me zoou numa coletiva porque ela disse que uma jogadora sua se contundira na virilha, e eu nao entendi a palavra inglesa para ‘virilha’, ai ela apontou para a minha e disse: “Não posso chegar muito perto…” e depois emendou: “se vc nao sabe onde fica sua virilha, vc tem um grande problema!” Rimos bastante, gravei um CD com sons de rock australiano antigo que tenho, ela se amarrou e a Lauren depois me pediu uma cópia tb.
Go Aussie, go!!
Concordo plenamente com vc, Marcus! Torcida é emoção pura! Só teve uma vez que a torcida brasileira apoiou o time americano neste campeonato. Foi quando elas jogaram contra a França…
Bem, o que os críticos de torcida (tem isso agora, é?) estão dizendo é que o time que vai disputar o terceiro lugar é melhor que o finalista. Nas redações onde eu trabalhei, isso era chamado “brigar com a notícia”.
Que história legal, Jorge. Mostra o carinho com que vc cobriu o evento. Por isso vc mereceu um elogio sincero do jornalista Marcelo Russio, na coluna dele no C-se. Sei muito bem que vc não vai contar essa história aqui, mas só de sacanagem…
“Vale ressaltar o belo trabalho do colega Jorge Cordeiro, que vem comandando as entrevistas coletivas e se desdobrando para levar aos repórteres as melhores informações sobre as declarações das jogadoras. Elogiável, também, o esforço de alguns membros da assessoria de imprensa da CBB em resolver os problemas acima.”
Os problemas eram ,”as agruras de uma cobertura no Brasil”. Mas isso é um outro papo.
Go Aussie, Go!
putz, e problemas nao faltam, Fábio. Dá pena de ver. A gente realmente corta um dobrado pra fazer a parada funcionar, procuro ajudar ao máximo, mas por vezes me sinto como se estivesse tentando apagar um incêndio com um copo d’água, saca? É muita coisa feita nas coxas, mal ajambrada… Se num campeonato mundial de uma modalidade com apenas 16 países foi assim, fico imaginando como não vai ser no Pan, com dezenas de esportes e países… um camarada meu que está trabalhando no comitê organizador do Pan diz que vai ser um sucesso… tomara.
E deu Aussie!!!