O outro lado da Flip

O escritor Marcelo Mirisola foi enviado pelo Zero Hora para o Festival Literário Internacional de Paraty (Flip, para os íntimos) e detonou geral. O jornal não publicou a matéria – aliás, ninguém. Mas o Escriba publica! (poucas vezes li um texto tão sincero…) Segue abaixo:

Não me convidaram para essa festa pobre. Nem a mim nem ao Cazuza. Ele porque já foi pro beleléu, eu porque sou um falastrão, e devo representar alguma espécie de ameaça ao convívio de tão ilustres, sociais e educados escribas. O mundo das letras (digo a indústria, a máquina de fazer dinheiro) é colorido, e fofo. E pode – como uma propaganda do Unibanco – , ser irresponsável, e perigoso. Da mesma forma que inventa idílios em Paraty, ajambra periferias e escritores para propagandear qualquer lugar que lhe convém; desde esse insuspeito arraial literário até alcançar o Piauí, não, não é o Estado do qual Nelson Rodrigues duvidava da existência, trata-se da “Revista Piauí” – que será – dizem… – oportunamente lançada nessa simpática Paraty sem rede de esgoto. João Moreira Salles, além de editor da revista, cineasta premiado e mauricinho lírico incontestável, é dono do banco supracitado, e patrocinador da festa. Não conheço Joãozinho Salles, nem vi a revista. Só sei dizer que devo um dinheirão de juros pros bancos. Mas nem é preciso especular para saber que a qualidade gráfica da “Revista Piauí” deve ser Suiça. E os textos… milionários. Não, também não me convidaram para escrever na “Piauí”.

Estou aqui – é bom avisar – na condição de escritor profissional, ou, se preferirem, correspondente de guerra. Dava na mesma se me enviassem para a fronteira da Síria com o Líbano. Meu espírito é esse. Sempre foi, é bom que se diga. O legal da história é que passarei quatro dias enchendo a cara, e flanando por conta dessa festinha caipira , e – como não poderia deixar de ser – claro, ainda vou ganhar uns trocados. Bicão mas sem perder a elegância. Quem arrumou para mim esse Spa que inclui transporte, hospedagem, fuzis, e tudo na faixa, foi o Marcelino Freire. Paraty – para mim – começou ontem à noite na Mercearia São Pedro. Um lugar em São Paulo, na Vila Madalena (para o leitor desavisado do Zero Hora) onde se faz negócios,conchavos, sexo no banheiro, fala-se bem dos amigos e mal dos inimigos e na maioria dos casos purga-se a falta de talento enchendo-se a cara até o dia amanhecer. Às vezes os autores da casa publicam antologias. Às vezes quebram o bar. Nada demais. A diferença pros outros butecos é o sanduíche de carne assada e a simpatia de Marquinhos, dono do buteco.O primeiro ítem é meio caro mas justifica o segundo; ou seja, o sorriso impagável de Marquinhos, atrás do balcão.

De uns tempos pra cá, o “agitador” Marcelino Freire anda – merecidamente… – festejado no meio literário, e desfruta de camarote na Mercearia São Pedro. Foi lá que apiedou-se desse escriba nada modesto, e resolveu mandá-lo para Paraty antes de ser solicitado no sentido de arrumar-lhe um emprego, dinheiro emprestado, favores sexuais e/ou algo mais sórdido do tipo…um Jabuti. Na verdade, iria lhe pedir as horas. Só isso. Ele que insistiu na garrafa de “Periquita”. Fazer o quê?

Agora estou aqui nessa cidadezinha de merda, cercado por chiliques nacionais e internacionais, pela paisagem sonífera que encantou Debret, e pedras a judiar dos meus ligamentos; ladeado por escritores “engajados”… (me pergunto: “engajados no quê? Na chatice?”) e – evidentemente – atrás de uma maria-rodapé pra comer acompanhada com feijão grosso e costelinha de porco. Fiquei sabendo que não me convidaram para essa festa porque, entre uma maria-rodapé comida no almoço e um porre de cachaça seguido dos vexames de praxe, eu poderia falar ao vivo e a cores as mesmas coisas desagradáveis que estou escrevendo aqui e agora: de frente para o mar e para a bandeja de queijadinhas. Tolos.

Quanto ao homenageado dessa edição, acertaram na mosca. Jorge Amado, esse xarope filhinho de papai Stálin, é o autor perfeito para se prestar homenagens; perfeito em vida e mais perfeito depois de morto. Existem autores com essa vocação. A outra categoria são os que fazem literatura pra valer. Esses dispensam homenagens. Melhor mesmo lê-los. Uma dica. Leiam “O Sobrinho de Wittgenstein”, de Thomas Bernhardt. Nada a ver com esse ar civilizado de Paraty, nada, nadinha a ver com barquinhos ancorados defronte cafezinhos metidos a besta. Talvez “Árvores Abatidas” do mesmo Bernhardt tenha mais afinidade com a atmosfera de falcatrua dessa Paraty. Ora, leiam toda a obra de Bernhardt, e concordarão comigo.

Penso mesmo que Jorge Amado,o “baiano profundo”, não tem cacife sequer para ser a micose de unha de um Juliano Garcia Pessanha, que – a propósito – é admirador número um da obra de Bernhardt .Menos mal que esse ano tenham convidado Pessanha. A palestra dele foi a melhor coisa que podia ter acontecido nessas plagas. Para quem não o conhece, J.P, além de ganhar a vida ensinando Blanchot e Cioran para as madames de Higienópolis, é autor de um livro fundamental chamado “Certeza do Agora”. A vida é simples.Os livros do Juliano esgotados.

Um esclarecimento: Maria-rodapé não é um quitute que a mãe de Thomas Mann preparava quando sentia nostalgia de Veneza, mas sim um avanço tecnológico das antigas groupies dos tempos áureos do Rock and Roll. São garotas que, em suma, dão pros caras porque eles aparecem nos jornais, ou tem uma bandinha, ou, sei lá, usam camisetas pretas, ou nesse caso específico, frequentam jornais, antologias e revistas especializadas do circuito Vila Madalena-Paraty. Ou seja, tipos descolados que assobiam, chupam e entornam uma cana ao mesmo tempo, e não necessariamente escrevem coisas que valham a pena ser lidas. Isso é um detalhe,concorda dona Zélia?

Outro detalhe é o nao-cachê dos escribas brasileiros. Nossos ilustres figurantes comparecerão por conta da militância. Isto é, ou acreditam nas causas do Unibanco,da TIM ou nas causas do marqueting próprio. Que o diga Gabriel Chalita – o ex-secretário da Educação do Estado de São Paulo – que, embora não tenha sido convidado oficialmente pela Flip, encarna o que os místicos chamariam de “espírito” da coisa. Chalita lançará (é o que diz o site dele) o livro de poesias chamado “Estações” aqui em Paraty. Um mimo esse rapaz. Os escritores gringos, na certa, além dos dólares (ou alguém pensa que um Christopher Hitchens da vida viaja de graça?), levarão cocares, mulatas, belos suvenires de nossa amada pátria, e lembranças dos tempos em que a colonização era somente um pretexto para arrancar nossas alminhas caipiras do respectivos couros. Depois de 500 anos, esgarçadas as alminhas, os gringos não precisam sequer de pretextos. Ninguém aqui tem coisa diferente de tubérculos no lugar do caráter, esses gringos tem mais é que se esbaldar. Viramos mandiocas.

Bela festa,ainda bem que não fui convidado. Na mesa em que eu participaria – sim, meu nome foi malandramente limado pela organização do Festival – puseram um cara meio deprimido e engraçado a falar de quadrinhos, remédios e literatura. Boa performance. Claro que fiquei contrariado. E, antes que me acusem de gordinho recalcado, me antecipo. Sou recalcado porém emagreci. Esse texto tem, portanto, endereço e gênese ululantes: produto da minha pequenez e arrogância. Apesar disso, Reinaldo Moraes desembestou a tagarelar, e salvou o encontro. Felizmente dona Zélia Gattai não compareceu. Tropeçou no próprio autismo, e se machucou. Estou livre do casamento perfeito, dos causos e da lenga-lenga imortal dessa senhora. Ricardo Piglia também não veio. No seu lugar, chamaram José Miguel Wisnik. Quero estar bem longe na hora em que o professor da USP disser que o Caetano é um gênio. A velha lenga-lenga.

Ah, Paraty. Ah,meu saco. Também não tenho nenhuma curiosidade em assistir a palestra de estrelas do jornalismo americano. Isso aqui não é uma festa “literária”? Não tenho nenhum interesse por apêndices ou restolhos de gênio “A” ou gênio “B”. Será que a leitura da obra dos caras não é o suficiente? A mim me bastam minhas gambiarras e vaidade. Não estou nem aí com os “perfis” e eventuais entrevistas, excêntricidades e lapis apontados por fulaninho genial. Nem aqui, nem alhures. Se esses jornalistas misturam gêneros, talvez por timidez, ou algum tipo de ambicão risco-zero, eu criei um estilo. Igualmente não faço diferença entre o velho e o mar, o melhor amigo, ou o barbeiro de Hemingway. Em tempo: também não acredito em biografias e na publicação de cartas de autores defuntos, acho isso de um oportunismo tosco, uma falta de delicadeza. Sobretudo não creio em “recriação”. Mas creio em vampiros! Lilliam Ross, a famosa editora da New Yorker, está evidentemente puxando a sardinha para o lado dela. Independente do charme e do talento dessa senhora e de seus assemelhados, eles, a meu ver, jamais passarão de coadjuvantes. No máximo – e com muita boa vontade – eu diria que são fofoqueiros chiques.

Bobagem da senhora Ross afirmar que o “romance-reportagem” remonta a uma tradição que vem de Daniel Defoe. Um livro – independente do gênero – se for bom, não precisa de alvarás para existir. Tanto faz se o autor é cozinheiro, alpinista, caixa de supermercado, ou um jornalista pararicado por seus iguais. Esse argumento é fajuto e facilmente contestado pelo simples fato de que na época em que Daniel Dafoe escreveu “Diário do Ano da Peste” ele, antes de ser comerciante, dono de jornal ou qualquer outra coisa, era um ESCRITOR, e o “Novo Jornalismo” era uma balela a ser inventada muitas décadas depois para dar um verniz a jornalistas bem-sucedidos metidos a estrelas de festa de pobre.

Minha arrogância e vaidade não são nada perto da timidez ambiciosa dessa gente. Tenho que ser grosso e bater forte nesse caso. Isso aqui, caro leitor, é um serviço de utilidade pública. Um aviso para garotões sarados da nossa imprensa não se meterem a besta. Talvez não tenha utilidade alguma. Quem sou eu? Se um Daniel Piza da vida cismar que reinventou Machado de Assis, ninguém – nem a justiça que livrou a barra de Pimenta Neves – irá segurá-lo. Quem avisa amigo é. A única coisa animada nessa cidade é a arquitetura brega de um Supermercado que destoa da monotonia da paisagem e das vendinhas furrecas que o cercam. Devia chamar Supermercado Companhia das Letras (leia-se Unibanco). Seria a única coisa honesta que eventualmente poderia acontecer nesse lugar.

João Ubaldo Ribeiro entendeu o safári que era isso aqui,e declinou do convite. Ou ainda. O vaivém de artístas e gente metida a artista para cima e para baixo é uma invenção dessa editora-agência bancária para promover seus autores, e futuros devedores. Nada mais do que isso. Foi assim até a segunda ou terceira edição. O negócio cresceu, a mídia mordeu a isca, e já estava dando muito na cara. Não podia ficar desse jeito. Aí convidaram uma enxurrada de pangarés de outras editoras, rappers, caetanos, chicos e tipos afins metidos a escritores para animar a festa. Até o Gugu Liberato, na segunda ou terceira edicão, apareceu por aqui. Dos “artístas”, a meu ver, o animador de auditório foi o mais autêntico. Uma vez que não teve de representar nada diferente do que efetivamente faz e do que realmente é. Um palhaço sem talento no picadeiro de um riquíssimo cirquinho de horrores.

Paraty,2006.

(Marcelo Mirisola)

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10 Responses to O outro lado da Flip

  1. Avatar de Marcos Marcos disse:

    Seria bem melhor se não fosse tão carregado de ressentimento. Acabou ficando com a mesma falta de redibilidade de um press-release, só que com sinal trocado.

  2. Avatar de Juli Mariano Juli Mariano disse:

    Pois é, cunhado, é muito bom ler sobre “o outro lado da FLIP”, uma vez que até então, só leio e ouço sobre as maravilhas. Estive por lá em 2005 e 2004 e morri de rir, ao concordar com esse texto em vários aspectos, mas confesso que nessa hora é muito ter estado por lá sem nenhum comprometimento com engajamentos e afins, pois curtir Paraty na FLIP é mesmo uma delícia. Pude me dar ao luxo de ficar “off badalação” e curtir a cachaça, shows de graça, encontro com alguns escritores pelas esquinas, como velhos amigos, enfim, curti (apesar de dura pra kct) as delicias da cidade, como uma suposta burguesa.

    É bom quebrar a “unanimidade” da festa literária, pois é tal historia da unanimidade que Nelson Rodrigues falava. Mas cá pra nós, que o autor do texto é ressentido pra caramba, ah, lá isso é.Se ele não tivesse sido “limado” seria que escreveria o mesmo texto?

  3. Nao vejo como ressentimento, apenas língua afiada. Quem o conhece sabe que ele é assim mesmo… estranho foi justamente terem contratado o cara para escrever sobre o evento, só podia sair o que saiu…

    O bom de ler iconoclastas como o Mirisola é que podemos furar o bloqueio desse mundinho cor-de-rosa pintado pela mídia quando trata de seus queridihos…

  4. Avatar de Léo Bueno Léo Bueno disse:

    Olha, Jorge, há uns dez dias eu estava conversando com um escritor que chama o Marcelo Mirisola de “um de meus melhores amigos” e o cara disse que ele, o Mirisola, “faz essas coisas só para aparecer”. O que, aliás, é óbvio; mas, se é um dos “melhores amigos” dele que fala, então é porque a polêmica é mais calculada do que a gente pensa.

    Claro que muita coisa do que ele escreve é para a gente assinar embaixo. Principalmente quando ele fala do Daniel Piza. Aliás, O QUE É o Daniel Piza? Pode um sujeito ser um verdadeiro gênio crítico de literatura, pintura, cinema, teatro, música, dança e futebol, tudo ao mesmo tempo? Resposta: pode, se o tal “verdadeiro gênio” é tão verdadeiro que escreve um livro sobre Machado de Assis e por duas vezes troca o nome de José Dias, personagem fundamental para a obra machadiana, por João Dias.

    Acontece que a tal da Flip serve para algumas coisas. Por exemplo: a gente chama um dos melhores escritores do mundo para falar aqui, Tarik Ali, para a nossa principal revista semanal fazer uma ‘reportagem’ com o título “Um perfeito idiota paquistanês”. Para isso serviu a Flip: para o mundo entender como somos pequenos.
    Alguns escritores canônicos merecem mais respeito do que outros. Machado, Guimarães, Graciliano. Outros, que largaram a literatura e abraçaram o hype do mundinho-Revista-Caras – como o Jorge Amado, mas antes da Revista Caras –, merecem mesmo as críticas desse Mirisola.
    Mas o próprio Mirisola – cujo livro ‘O Azul do Filho Morto’ eu larguei no meio, tomado de tédio – tem um sério problema para um escritor: não sabe escrever. Porque seus livros são chatos e porque textos como esse aí em cima estão, com o devido respeito, infestados de erros.

    Abraços
    Léo Bueno
    PS. Se bem que, perto do Marcelino Freire, o Mirisola é um verdadeiro Alexandre Herculano da perfeição gramatical.

  5. Avatar de Léo Bueno Léo Bueno disse:

    O Paulo Coelho também acha.

  6. Avatar de erika erika disse:

    Terrível.
    Também adoraria ler opiniões sobre o “outro lado da Flip”, também não me convidaram para essa festa pobre, a Flap é bem mais interessante. Também não gosto de Jorge Amado e tantos outros que figuraram na famosa festa, mas convenhamos: esse cara tá sim, com um puuuta ressentimento. Vai ter dor de cotovelo lá na puta que pariu. Perdeu toda a credibilidade da suposta crítica.

    E principalmente, não sabe NADA de Jornalismo Literário.
    Estou escrevendo isso, agora, depois de tanto tempo (mesmo achando que ninguém vai ler) porque estava procurando mais informações sobre a deliciosa revista “piauí”, que teve seu lançamento anunciado na Flip e que finalmente veio às bancas na última segunda-feira.
    Sim, a Flip é uma festa literária e sim, Lilian Ross é (uma grande) jornalista e sim, existem jornalistas que fazem literatura, que fazem Jornalismo Literário, algo que o Marcelo provavelmente nunca ouviu falar. Aliás, para quem fala que tem “estilo”…tsc tsc tsc…deveria ler mais quem, verdadeiramente, tem ESTILO.

    Mistura de gêneros (no caso, literatura e jornalismo) nada tem a ver com timidez, não sei de onde ele tirou isso, pelo amor…e sim com talento para a coisa e, longe de pretenderem ser protagonistas, os jornalistas literários fazem mesmo é questão de serem coadjuvantes, pelo menos nisso ele acertou, mesmo sem saber do que estava falando.

  7. eu lei, erika, eu leio!!
    olha, confesso que gostei do texto do Mirisola, ele tem um ponto e tanto… agora concordo com vc sobre o tal ressentimento dele, com certeza ele no fundo no fundo tava meio chateado mesmo… mas é inegável que essas festas são muito fakes, mas enfim, melhor tê-las do que nao tê-las. Só temos que tomar cuidado pra nao endeusar muito esses eventos, mesmo quando trazem gente de primeira como o Tariq Ali.

    um beijo e volte sempre!!

  8. Avatar de JRP JRP disse:

    O colégüa Mirisola está cobertíssimo de razão e pobre da moça maluca que, na sua imbecilidade comum das fãs de novelas globais, confundem crítica e acidez com “recalque”. Mas é aquela coisa, a madamezinha fedida só sabe ver nos outros o que identifica em si mesma, ne ce páh?

    É impressionante mas a burrice campeia: não há ressentimento, turminha de anancéfalos!
    HÁ NOJO!
    HÁ ASCO por parte do Mirisola e vocês, nessa burrice magnânima, medem seus brilhantes destilares raivosos consigo mesmos e suas pobres mentes tronchas e incompetentes, aleijadas de pensamento que não seja o do espelho.

    O que o Mirisola fez, tolinhos, é torcer o nariz para a corja estúpida do andar de cima que financia mais uma festa da Corte.
    E eu o entendo perfeitamente pois já foi execrado pela turminha da Vila Madalena, mas num andar mais abaixo da turma chutada pelo Mirisola: sou escritor sem vínculos, sem talento, sem competência e sem panelinhas.
    Escrevo para a última pessoa do mundo, o leitor, e não ambiciono patotinhas.
    O asco do Mirisola é o mesmo que o meu; se saísse pelo menos um livro que prestasse do meio dessa gente, beleza, palmas.

    Como não sai nada, não sai porra nenhuma de nada, só babação de ovo e punheta, ao invés de vocês sacarem o porquê da bronca do cara, fazem beicinho!
    Nossa, vocês são muito burros, que gente murrinha!

  9. Avatar de escriba escriba disse:

    Caramba, quanto ressentimento nesse teu coraçaozinho, meu chapa… pra quê tudo isso?

  10. Avatar de bghj bghj disse:

    nao e isso oque eu quero!!!!
    eu quero saber o que e escribas
    me desculpe pela iguinorancia
    eu so quero saber o que è escribas
    e trabalho de escola
    valeu!!!

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