Na simples e suave coisa

O fim de semana foi reenergizante. Mais especificamente o domingão, inteiramente dedicado a atividades ao ar livre, numa casa maneiríssima em Atibaia, com direito a laguinho, mini-cachoeira e caminhadas por pequenas trilhas. A casa era um espetáculo a parte, com um paredão de pedra de um lado e uma frente toda de vidro, que dava para uma imensa paineira, que já exibia seus frutos, e o diminuto vale, em cujo córrego nos refrescávamos todos ao longo do dia.

Ver Sofia e Martim correndo pra cima e pra baixo naquele visual dá no que pensar sobre nossa qualidade de vida, esse estresse urbano que nos consome. Nunca vi a Sofia tão feliz. Nem quis dormir à tarde. Subiu todas as escadas a que tinha direito, não parou de comer um só minuto, dançou ao som de música eletrônica, jazz, rock, essa menina é da balada. É só tocar uma música e ela faz a cena acontecer.

Já Martim explorava os quatro cantos da casa e dos arredores com seu amigo Leon, filho da Du e do Robson. Subiram e desceram diversos morrinhos, visitaram a horta, comeram alface e salsinha in loco e tomaram banho com a devida proteção dos respectivos pais no forte e gelado jato d’água da mini-cachoeira. Também se divertiram com um bote inflável no lago, que agora é a nova casa do ‘tulabão’ de brinquedo do Martim – ele afundou e sumiu. A água estava muito turva, o lodo do fundo subiu com tanta gente entrando e se mexendo ali. Acho que em alguns dias o lodo se assenta e o bicho aparece. O Martim até ameaçou ficar triste, queria que eu tirasse toda a água do lago pra pegar o brinquedo (!!) mas expliquei a ele que o ‘tulabão’ decidiu ficar um tempo ali, protegendo os banhistas de possíveis jacarés, idéia que ele Martim adorou!

No final do dia, exaustos, curtimos na ampla sala o DVD do espetáculo Plic Ploc do Cirque Plume, um belo exemplo de como é possível inovar na linguagem circense sem perder a magia tradicional dessa arte. A apresentação inclui teatro, muita música, balé e até dança contemporânea, é um grupo francês que esteve no Brasil dias atrás.

Depois de um pequeno estresse na rodovia Fernão Dias, que estava lotada, chegamos em casa por volta das onze da noite. Sofia apagada, mas Martim ainda com disposição de ver desenho animado. Sentado com ele no sofá, zapeei e achei um festival Tom & Jerry no Cartoon Network. Putz, não lembro de ter gargalhado tanto com o Martim vendo TV, ele simplesmente amou. Eu também.

Nada como um bom programa de domingo pra começar a semana como leve pluma muito leve leve pousa…

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2 Responses to Na simples e suave coisa

  1. Avatar de Fábio Mello Fábio Mello disse:

    A cada dia eu agradeço aos deuses por ter me dado a oportunidade de me mudar para o Interior de São Paulo.

    Paz, ar puro, clima ótimo, camaradagem, sossego, qualidade de vida. Nada de trânsito (a cidade não tem semáforo), de estresse.
    Da minha casa até uma cachoeira com mais de 42 metros de queda são pouco mais de oito quilômetros. Uma pouco mais além tem uma cidadezinha encantadora, Analândia, que possibilita a prática de vários esportes ditos radicais. Pesco Dourado – o Rei dos Peixes – aqui pertinho.
    Não me sinto isolado do mundão. A internet está aí para me servir, e Sampa está a pouco mais de 200 quilômetros daqui. Sem falar em São Carlos e Ribeirão Preto, que também têm vários agitos culturais.

    Ver crianças brincando na rua, enquanto os velhos conversam na calçada, me dá uma incrível sensação de paz. Nas noites quentes,
    é muito comum ver grupos de pessoas conversando madrugada afora pelas praças da cidade (não tenho idéia de quantas são!).
    Sem falar nas festas, nos botecos legais, na mulherada bonita. Na horta por fazer, no pomar em formação. No custo de vida baixo (chope, R$ 1,50; tábua de frios, tamanho espanto, R$ 15, só para se ter uma idéia).

    Viver aqui em Descalvado é permanecer eternamente em férias, mas sem cair no tédio. Pra me tirar daqui vai ser difícil.

  2. já falei com a ana: nossa proxima viagem é pra Descalvado. Pode esperar, vai ter que aturar!!

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