Carta de amor para meu pai

Texto originalmente publicado em agosto deste ano no Facebook.

Há uns dois anos, mais ou menos, meu pai teve um AVC. Foi em Belo Horizonte, onde ele visitava um casal de amigos. Logo que soube, fui de Brasília pra lá. Estava internado no hospital municipal de BH. O encontrei fragilizado como nunca vira antes. Guarda completamente baixa. Chorava muito, estava deprimido. Quando entrei na enfermaria e ele me viu, desabou em choro. O abracei, olhei em seus olhos e disse: “Tudo bem, pai. Deu tudo certo, você vai se recuperar. E estamos aqui pro que der e vier. Te amo muito, pai.” Nesse momento, me toquei: meu pai com mais de 70 anos e foi a primeira vez que eu disse a ele que o amava. E ele respondeu que também me amava, algo que não lembrava o velho já ter me dito. Choramos juntos.

Meu pai é um cara durão. Trabalhador, pouco estudo, grande sabedoria, coração ainda maior. Sei que me ama, sei que ama meus irmãos, mas não lembro dele ter dito isso claramente para nós em nossa vida adulta. Nunca verbalizou esse sentimento. Nunca disse claramente “eu te amo”. E isso fez uma falta danada. Por isso não canso de dizer aos meus filhos o quanto os amo. Porque quando o sentimento transborda é necessário que vire verbo.

Se não verbalizamos um sentimento para alguém, é como se ele não existisse. Pode ser verdadeiro e intenso para você, mas se fica entocado, é egoisticamente apenas seu. “No princípio era o verbo.” Somos humanos e uma das coisas que nos diferencia dos outros seres vivos é justamente a capacidade de verbalizar sentimentos. Ao fazê-lo, estabelecemos laços com o outro e deixamos claro o quanto ele é importante. É um ato de coragem, porque não é fácil traduzir em palavras o que está na mente e na alma. E sempre é possível que o outro não entenda, não aceite, não corresponda.

Demorei mais de 70 anos para dizer “eu te amo” a meu pai. E hoje, depois de um papo incrível com uma amiga mais incrível ainda, em que falamos de amor, sexo, família, trabalho, filhos, crise dos 40, a vida em geral, percebi que precisava dizer mais “eu te amo” para meu pai.

Pois é, coroa. Te amo. Muito.

 

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Coração x cabeça

Coração x cabeça

“Meu coração me diz uma coisa. Minha cabeça me diz outra. Muito difícil fazer com que coração e cabeça estejam juntos nessa vida.”

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Come Together – Marcus Miller, Mark Robertson, Keziah Jones

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Asha (playlist)

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A Onda

A Onda

“Você não pode parar as ondas, mas pode aprender a surfar.” J. Goldstein

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Como ficar bem nas pesquisas – e de quebra, melhorar o país

Daqui do centro rico de São Paulo, o Brasil, esse país longínquo, e muitas ações do governo parecem invisíveis. Quase ninguém “daqui” dá muita bola para programas populares dos governos do PT até que o povo miúdo apareça satisfeito em pesquisas eleitorais.

Juntos, tais programas afetam a vida de dezenas de milhões de pessoas, tanto faz a qualidade dessas políticas, umas melhores, outras nem tanto, embora nenhuma delas seja nem de longe tão ruim quanto a política

econômica.

A íntegra do artigo do Vinicius Torres Freire, da Folha, aqui.

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SMH: marca do “bota abaixo” vira arte

Avatar de delcueto@no_rumo do Sem Fim...

Paratissim131110 020 SMH Gisella Molina

Texto e foto de Valéria del Cueto

Torino, Itália, tem por tradição respirar arte contemporânea no início de novembro. Além da Artissima, feira das galerias de artes contemporâneas, que chegou a sua vigésima edição, também aconteceram outros grandes eventos, como “The Others” e a Paratissima, com a participação de 480 expositores.

E eis que no meio do caos das obras espalhadas no imenso espaço do Borgo Filadelfia-MOI, da Paratissima,  realizada de 6 a 10 de novembro, surgem cores e um desenho facilmente reconhecidos para olhos já saudosos dos tons quentes das terras tupiniquins.

Lá estamos nós, a bandeira brasileira estampada numa pipa pendurada num varal em plena exposição.

E não é tudo, por que, ali, no varal pregado na parede meio destruída tem de um tudo: boné, calção de jogar futebol, fotos, muitas fotos, presas por pregadores de roupas, gambiarras…

A parede é remendada por fita gomada e fios quase…

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Saber perder

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Amor perfeito

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Acabei de rever O Sétimo Selo, do Bergman. Que filme incrivel. Longa vida ao CCBB e suas mostras de cinema!

E olha o que encontrei no Youtube: o filme na íntegra!

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Retratos em raio-X

X-Ray Portraits

Obra dos artistas japoneses Ayako Kanda e Mayuka Hayashi, entitulada X-Ray Portraits (Retratos em raio-X). As fotos dos casais foram feitas com escaners de tomografia e máquinas de raio-X.

“Imagens de raio-X normalmente mostram a natureza finita de nossos corpos compostos apenas de matéria. Mas esses retratos de casais revelam um pulso que não é normalmente visto” explicam os estudantes da Universidade de Arte de Musashino, no Japão, conforme publicado no site My Modern Met

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