
Que beleza curtir Vital Farias e sua bela filha, Giovana (que voz, que voz…), cantarem maravilhas no Sr. Brasil de ontem na TV Cultura. Emociona mesmo escutar canções belíssimas como Saga da Amazônia, Sete Cantigas para Voar, Ai que Saudade D’ocê, e tantas outras, num programa de TV porque é impressionante como há tão pouco espaço para esse tipo de música hoje no país. É revigorante saber que Boldrin mantém heroicamente há anos seu programa, um porto seguro à biodiversidade musical brasileira.
E de quebra somos brindados com os divertidos causos de Boldrin, como o do caboclo que estava no mato caçando passarinho e, de repente, viu passar no céu um teco-teco. Tava voando baixo porque fazia propaganda política, jogando panfletos pela janela, e o matuto, que nunca tinha visto um igual, pensou ser um grande pássaro. Não teve dúvidas: mirou e fez o disparo. Na mesma hora, mais panfletos voaram. E o caboclo disse, orgulhoso: “não matei, mas arranquei pena!”
Isso só é possível em TVs públicas, meu camarada.
Aproveitando o assunto, recomendo o cd “Cantoria”, com Vital Farias, Elomar, Xangai e Geraldo Azevedo. Gravado ao vivo em 84, é uma preciosidade. Para ouvir de joelhos.
Será, Fábio? Por que não dá pra ter um programa dessa qualidade numa TV aberta? Ou mesmo na fechada? Cara, 99% dos programas musicais que temos hoje na TV são lixo puro, variações sobre o mesmo (não) tema, é de deixar qq um que tenha mais de dois neurônios ativos muito puto…