Adeus à voz do morro

“Já vivi muito, estou no lucro. Quero é que o mundo acabe em melado para eu morrer doce”(Jamelão, em 2005)

Morreu neste sábado, aos 95 anos, uma das voz mais marcantes da música brasileira, José Bispo Clementino dos Santos – ou simplesmente Jamelão. Vi um show dele – ou parte dele, já que cheguei bem atrasado – aqui em São Paulo, no Bar Brahma. Tem um trechinho no iutuba:

Mangueirense de primeira hora, melhor intérprete de Lupicínio Rodrigues (segundo o próprio), sempre que entrava com a escola na Marquês de Sapucaí encantava a todos com seu vozeirão. Uns o achavam marrento, outros, um deus. O que sei é que vai fazer uma falta danada…

E segue mais uma preciosidade: Jamelão e Chico Buarque cantando Piano na Mangueira (de Tom Jobim e Chico), numa autêntica roda de samba, daquelas que só é possível testemunhar subindo o morro. Não se esqueça de desligar a rádio pra curtir o som aqui.

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1 Response to Adeus à voz do morro

  1. Avatar de Andre Arruda Andre Arruda disse:

    É, escribíssimo, a roda hoje no morro é de tiro ou ao redor do “microondas”… Acabou.

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