
Atenção para esta notícia:
O Conselho de Estado da França reafirmou nesta quarta-feira (19) a moratória aos transgênicos no País. O mais alto corpo administrativo do país rejeitou queixa da Monsanto contra a decisão de banir do território francês sua variedade de milho transgênico MON 810. Até o ano passado, cerca de 22 mil hectares eram cultivados com a semente modificada no país. Como esta era a única variedade transgênica autorizada, com essa decisão a França se torna livre de transgênicos.
Mais, aqui.
A notícia é fresquinha, de hoje mesmo. Quer apostar que não será publicada amanhã em jornal brasileiro algum? Relevância o assunto tem de sobra para nós brasileiros, afinal de contas esse mesmo milho transgênico da Monsanto, o MON 810, foi liberado recentemente pela CTNBio para ser plantado aqui. Mas a blindagem da indústria de biotecnologia é forte nos meios de comunicação tupiniquins. E não faz muito tempo que a Monsanto promoveu um arrastão da imprensa brazuca para divulgar como ela conseguiu vencer os céticos ambientalistas com sua inovadora e benéfica tecnologia (sic), oferecendo vários altos executivos da empresa para dar entrevistas exclusivas.
A França está com a pulga atrás da orelha em relação ao milho da Monsanto por conta de muitas novas evidências científicas que colocam em xeque o produto. Suspeita-se que esse milho cause inúmeros problemas ao meio ambiente (contaminação genética, poluição do solo, desenvolvimento de pragas secundárias) e à saúde pública (alergias). O governo da Áustria já havia banido esse milho – e outros, também transgênicos – de seu país e produziu um detalhado relatório explicando os motivos (devidamente ignorado pela mídia brasileira, as usual…). Clique aqui para ler o relatório em PDF.
Enquanto lá fora o assunto é tratado com seriedade, tanto pelo governo como pela mídia, no Brasil o que temos é um vergonhoso silêncio. E pior: quando alguma matéria trata dos transgênicos, não raro aparece que não há evidências científicas de que faça mal ao meio ambiente ou à saúde, como aconteceu num post publicado ontem no Blog do Planeta sobre uma ação do Greenpeace.
No post, o editor Alexandre Mansur afirma:
Desde 2004 o Brasil tem uma lei que exige a rotulagem de todo produto alimentício fabricado com 1% ou mais de matéria-prima transgênica. A questão é o que fazer com essa informação. Esses alimentos são consumidos no mundo há mais de dez anos, inclusive em países desenvolvidos como os Estados Unidos e Canadá. Até hoje, não há evidências científicas de que eles façam mal à saúde.
Opa! Peralá! Como assim, cara-pálida?? O que mais se tem hoje são evidências científicas de que a tecnologia está longe de ser segura o suficiente para ser liberada no meio ambiente como vem sendo feito irresponsavelmente no Brasil, nos EUA, Canadá e Argentina – que são os quatro maiores celeiros de transgênicos do planeta, responsáveis por mais de 80% da produção mundial.
Deixei lá na área de comentários uma penca de links com estudos, relatórios e pesquisas apontando inúmeras evidências científicas de que os transgênicos não são seguros e, por isso, não deveriam sair dos laboratórios até que possam garantir essa segurança. Seguem abaixo alguns deles:
* Milho da Monsanto pode causar diabetes e mal de Alzheimer.
* Algodão transgênico plantado na Índia é suspeito de causar alergia de pele e problemas pulmonares
E por aí vai. Vc provavelmente nunca ouviu falar desses estudos, o que só prova o quão eficiente é a blindagem transgênica no Brasil. Mas não é perfeita. Quer uma dica? Use a internet, o Google e páginas como o GM Watch, Greenpeace, GeneWatch UK e a página do governo do estado do Paraná para se informar sobre transgênicos. Caso contrário, vc continuará às cegas. E o assunto é importante demais, é o futuro da sua comida que está em jogo, além de sua saúde e do meio ambiente. Tanto que será um dos temas principais da próxima Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) da ONU, que acontece em maio na Alemanha. A blindagem da indústria é boa, mas não resiste à era da informação.
Muito bom!!!!
É isso aí vamos divulgando e sensibilizando as pessoas.
passei