
Alguns comentaristas estão soltando perdigoto à vontade com a vitória do Sarkozy na França – os mais babentos como Reinaldo de Azevedo chegam a comemorar um possível enterro da geração de 1968. Os franceses estão divididos (foi 53% a 47%) mas, com o país em crise, preferiram aquele que ofereceu mais segurança – literalmente. Sarkozy é da linha Bush Jr. Sinal dos tempos.
A vitória do Le Pen moderno significa tempos sombrios para a França – os imigrantes que se cuidem. E provalmente para o Brasil também. Sarkozy é entusiasta da energia nuclear e, como presidente, deverá acelerar os entendimentos entre os dois países para a construção de Angra 3.
Resta à geração de 1968 encher o saco lá e cá para impedir o pior.
Só se for a geração 1968 de lá, que não perdeu a vergonha na cara nem aburguesou-se com o passar e pesar dos anos. A de cá, além de ter produzido os risíveis comunistas-de-beira-de-piscina (ou de Ipanema, escolham), deve estar preocupada com qual carro importado vai poder comprar no final do ano. Ou onde será a próxima viagem de férias ao exterior, ou ainda na dúvida cruel: Uruguai, Ilhas Cayman ou Suíça? Onde lavo o meu dinheiro esse mês?!
hehehe, os neo-babentos…