Veja e Época deram capas idênticas esta semana: a estrela é o iPhone, da Apple. Além do confete, as matérias se assemelham também na falta de conteúdo crítico. A nova bugiganga do titio Jobs é maneira e coisa e tal, mas ainda está anos-luz do que esperamos de uma empresa realmente revolucionária – o que, a meu ver, é sinônimo de empresa ambientalmente responsável.
E não foram poucos os que caíram na esparrela de que Jobs teve uma espécie de epifania há dois anos para inventar um novo conceito de interação homem-máquina, com o uso otimizado dos dedos. Bullshit! Isso vem sendo preconizado, proposto e testado desde pelo menos a década de 1990. Em seu livro A Vida Digital, Nicholas Negroponte, um dos fundadores do Media Lab do MIT, explica como funcionaria o recurso e questiona a falta de interesse das empresas em desenvolver a tecnologia. O mérito de Jobs – e não é pouco – é dar o primeiro passo na comercialização de um produto que usa essa tecnologia.
O que nos leva à pergunta que não quer calar: quanto tempo vai durar aquela frágil telinha sob a pressão de incontáveis toques? Dias? Semanas? Talvez um ano? Provavelmente, este será o teste de fogo do iPhone. Sem falar na resistência a quedas. Afinal, o iPhone – assim como o iPod – é um mini-HD. Se cair no chão, pode dar adeus à agenda e tudo mais!
E se tem uma coisa que atrai celular é o chão. Parece que foram feitos um para o outro!
Sem contar que deve ser muito ruim de teclar…
Amigo Jorge (com sotaque a la Chavez), sabes que sou fotógrafo pro e não tenho uma cell com camera? pq acho meio complicada aquelas mil operações pra mandar uma foto, etc etc. mentira: é q as imagens são caídas mesmo.
Pensei a MESMÍSSIMA coisa. Esse IPhone é bonitinho, etc etc mas não pega tão cedo. Como carrego celular no bolso da calça, o treco tem q seguir padrões rudes pra mim. Aquela telinha é um convite aos arranhões e como bem falaste, tem HD (toc toc toc) o calcanhar de aquiles do mundo hoje. Nossas vidas estão na ponta de bilhões de agulhas que se mexem a milhares de RPM… frágil que só. IPhone vai bacana quando for Flash ROM.
(sotaque cubano) pois é… o futuro é memória flash, não há duvidas. Mas o que tem de manés que se deixam levar pelo hype, meu caro…
Minha mulher, por exemplo, comprou (apesar do meu voto contra) um iPod nano. Usou duas ou tres vezes e olhe lá, mas o visor já tá todo arranhado, parece que passou uma temporada num camping!
patético…