A arte de jejuar (por Herman Hesse, em Sidarta)

– Que sabes fazer?
– Sei pensar, sei esperar, sei jejuar.
– E que valor tem esses conhecimentos? O jejum, por exemplo. Para que serve o jejum?
– Para quem nao tiver o que comer, o jejum será a coisa mais inteligente que se possa fazer. Se, por exemplo, Sidarta não tivesse aprendido a suportar o jejum estaria obrigado a aceitar hoje mesmo um serviço qualquer, seja na tua casa, seja em outro lugar, já que a fome o forçaria a fazê-lo. Assim, porém, Sidarta pode aguardar os acontecimentos com toda calma. Não sabe o que é impaciência. Para ele não existem situações embaraçosas. Sidarta pode aguentar por muito tempo o assédio da fome e ainda rir-se dela.

(Trecho de Sidarta, livro de Herman Hesse, 1922)

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